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Monday 16 Nov
Oporto, Portugal

Final balance

 

Passamos a replicar o artigo que foi publicado no Fugas, o suplemento do Público.

O segredo bem guardado da Ásia em lowcost

Foi em Dezembro de 2008, numa conversa de amigos que o nosso coração saltou e a imaginação ganhou asas! "Então parece que já existe uma companhia de voos lowcost a fazer voos intercontinentais?". Foi assim que fomos apresentados à Airasia!

Desde então fomos acompanhando esta lowcost que, de forma despretensiosa, nos foi revelando as pontes aéreas que fazia no sudeste asiático para destinos paradisíacos por meio punhado de euros, e que, em breve iniciaria a viagem para Kuala Lumpur a partir de Londres, ou melhor, de Stansted - a principal base da Ryanair.

Quando nos apercebemos que talvez fosse possível ir ao "outro lado do mundo" com baixo orçamento dissemos: "Porque é que não o fazemos, em vez de construirmos a ilusão de que um dia mais tarde o vamos fazer?"

Cedo passamos a ideia para o papel e começámos a montar um cenário de férias que conjugava vários factores, como os dias possíveis para um limite orçamental; a vontade de visitar vários países que incluísse praia, cidade e cultura; o desejo de seguir um caminho novo mas que se cruzasse com os locais inevitáveis. "Queremos Tailândia e praias? Ou queremos China, Macau e Hong-Kong? E a Austrália. Interessa-nos?", este foi o momento mais complicado pois tivemos que olhar para o mapa da Airasia e unir os pontos que nos permitissem fazer trajectos sem ter que recuar ou perder dias. Competia-nos fazer decisões.

5 países e 7 cidades em 20 dias

Muita pesquisa na internet, algum benchmarking e a curiosidade fez-nos esboçar 20 dias de viagem onde depois da Malásia seguiríamos os passos da história para o Vietname. Dai, a missão era correr o Camboja por terra. Por fim, ingressaríamos no trilho "turístico" dos templos de budas e das praias paradisíacas tailandesas.

O plano embora genial deixava muitas opções de fora, entregando-nos a uma frustração infantil de quem quer tudo o que vê e só pode ficar com o melhor.

Milimetricamente medido e orçamentado em Folha de Cálculo do fiel Excel, fomos somando cada viagem de avião, vários hotéis, estimando valores de refeição, imaginando tarifas de táxis e tuk-tuks, sem excluir o custo de pacotes obrigatórios para visitar as Phi Phi ou o mercado flutuante na Tailândia.

Devorando publicações sobre viagens (como o Fugas) despertamos para duas ferramentas que garantem o sucesso das férias "tailor-made". O Tripadvisor.com (ver caixa), um barómetro sobre vários destinos e hotéis, e o Trivago.co.uk, que é um motor de pesquisa que simplifica o processo de escolha e comparação do melhor serviço para marcar os hotéis.

Entre voos baratíssimos, com o valor por pessoa a ficar-se pelos 20€ ou hotéis de 2 a 4 estrelas na média de 20€ a noite, tudo contribuiu para que as férias não superassem os 1200€ por pessoa (incluindo despesas opcionais como vistos ou todas as visitas). Enquanto o puzzle da viagem era montado a nossa cabeça ia divagando em férias que haviam ainda de acontecer.

A viagem ou os mil motivos para seguirem os nossos passos!

A Airasia foi uma agradável surpresa pois é uma versão da TAP mas em lowcost, e sem greves! Tudo é barato. Quem quiser refeição a bordo paga mais 50 cêntimos!

De Kuala Lumpur salienta-se a imponência das torres Petronas ou o nosso assumido cobiçar do aparatoso Skytrain. Depois de um dia onde mergulhámos na chuva da época, brindou-nos o sol do Vietname que se seguia no nosso plano.

No único risco assumido em todo este plano (idealmente) infalível, aterramos no aeroporto de Ho Chi Minh City (antiga Saigão) apenas com dois salvo-condutos obtidos via internet e os quais alguém garantia que seriam suficientes para obter um visto on-arrival. O pior que poderia acontecer seria ter que partir para outro destino por impossibilidade de entrarmos neste país. Certo foi que aquela impressão caseira com os nossos nomes permitiram-nos avançar e poupar largos euros na obtenção de um visto numa embaixada.

Vietname é um caos que ainda hoje nos faz sorrir. Cada rua de Saigão mais parece uma concentração de motos. Ainda hoje rimos com a adrenalina que sentíamos ao atravessar a rua. A única regra: nunca hesitar.

Em camioneta para o Camboja lá seguimos num percurso partilhado por vários que procuravam a sorte nos casinos estrategicamente fixados alguns metros depois de entrarmos no país dos Khmers.

Phnom Penh, a capital do Camboja, como aliás todo o país, surpreende pela quantidade de crianças, todavia, a imponência das largas avenidas e monumentos icónicos não disfarçam as marcas do antigo regime.

Aventuras em motos e em tuk-tuks vão acumulando à medida que os dias passam, e nós entretanto a caminho de Siem Reap, a cidade que descansa junto ao maior parque arqueológico do mundo, Angkor Wat. Desta feita, optamos por subir o rio Tonle Sap e conhecer as desconcertantes cidades flutuantes.

Em Siem Reap sente-se o turismo. Paira no ar uma curiosa aura que emana do gigante Angkor que une os visitantes. Sem demoras, Angkor marca e traz saudades.

De Taxi até à fronteira. Carimbo, carimbo. De Tuk-tuk para camioneta. Por poucos euros e em poucas horas chegamos à Tailândia, rumo a Bangkok. Contudo arriscamos a sorte perante a existência da pior estirpe de malária.

Todos os euros que fomos poupando são facilmente gastos por cá! Não pela alimentação, que continua na ordem de 2 a 4 euros por pessoa, mas nas compras. "Fake" é o souvenir do oriente!

Tentando ser fieis ao orçamento, em vez de adquirirmos um "pacote" por largas dezenas de euros para visitar a 80km a antiga capital do Reino do Sião, Ayutthaya, optamos por ir na 3ª classe do comboio regional por apenas 40 cêntimos, o que nos garantiu um dia em cheio de emoção!

Vários dias depois, voamos com bagagem extra (entretanto adquirida) para Phuket. Nesta ilha aguardava-nos o hotel mais luxuoso da viagem (entre vários atributos, contava com uma piscina privada na varanda) e igualmente mais dispendioso: 31€ a noite!

Phuket é passagem obrigatória para molhar os pés em azul idílico e conhecer as ilhas envolventes! Sem palavras. A vida do turista revela-se ingrata pela efemeridade dos prazeres que possibilita.

Kuala Lumpur recebeu-nos de volta para, sem chuva, chorarmos o ansiado regresso e em breve podermos pintar de verde de inveja todos os nossos amigos que acompanharam diariamente o blog da viagem.

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